Confeccionando Cabos de Rede de Par Trançado

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Confeccionando Cabos de Rede de Par Trançado

Mensagempor reginaldo » Sáb Abr 11, 2009 5:26 pm

Autor: Marcelo - Brazil
Revisado em 11/04/2009 por Reginaldp.
Imagens passadas para: http://www.brazilfw.com.br/tutorials/images/cabos/


Padrões / Normas / Montagem de um cabo de par trançado

:arrow: PAR TRANÇADO:
    Há alguns anos a rede feita com cabo de par trançado vem substituindo as redes construídas com cabos coaxiais de 50 Ohms devido principalmente a facilidade de manutenção, pois com o cabo coaxial é muito trabalhoso achar um defeito devido que se houver um mau contato ou qualquer problema com as conexões em algum ponto da rede o problema se refletirá em todas as maquinas da rede, o que não acontece em uma rede de par trançado.
    Outro motivo é a vantagem de se atingir maior taxa de transferência podendo trabalhar não somente a 10 Mbps, mas também a 100 Mbps (Fast Ethernet) ou até 1000 Mbps (1 Gigabite Ethernet).
    Da-se o nome de cabo de par trançado devido que os pares de fios se entrelaçarem por toda a extensão do cabo, evitando assim interferências externas, ou do sinal de um dos fios para o outro.
    Se utilizarmos cabos convencionais haverá comunicação sim , mas com ruídos que prejudicaria muito a comunicação entre as maquinas.
    Como em qualquer comunicação que estejam varias maquinas envolvidas os dados só podem ser recebidos ou enviados por uma máquina por vez, enquanto as outras máquinas esperam para enviar os seus dados, se o pacote de dados chegar corrompidos, a máquina que os recebeu pede que eles sejam enviados novamente e isto custará mais tempo de espera das outras máquinas, então quanto mais perfeito a linha que trafega os dados, mais rápida será a rede, utilizando-se placas especiais ´Fast Ethernet´ e cabos CAT 5 chegarmos até a 100 Mb por segundo.
    Com a popularização das conexões rápidas ( Speed, Cabo etc... ) as placas de 100 Mb e os Hubs tornaram-se acessíveis no seu preço, portanto são as ideais para uma pequena rede ou rede domestica, e também deve ser utilizado o cabo UTP CAT 5.
    Deve-se verificar também a ligação do cabo de acordo com os sinais envolvidos, como no conector RJ 45 para a ligação de rede convencional (10 ou 100 Mbps) somente os pinos 1,2,3 e 6 são na verdade utilizados então devemos fazer a ligação de acordo com o mostrado na figura 2, se ligarmos os pinos de acordo com a figura 1, a rede também funcionaria, mas com ruídos a menos de 10 Mb/s e jamais funcionaria a 100 Mb/s podendo até travar os computadores da rede.

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:arrow: TIPOS DE CABO PAR TRANÇADO

Existem dois tipos básicos de cabos par trançado:

UTP - Unshielded Twisted Pair - Par trançado sem blindagem.
    Este é sem duvida o cabo mais utilizado neste tipo de rede, o cabo UTP é de fácil manuseio, instalação e permite taxas de transmissão em até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5 são usados normalmente tanto nas redes domesticas como nas grandes redes industriais e para distancias maiores que 150 metros hoje em dia é utilizados os cabos de fibra ótica que vem barateando os seus custos.

STP - Shielded Twisted Pair - Par trançado com blindagem.
    O cabo brindado STP é muito pouco utilizado sendo basicamente necessários em ambientes com grande nível de interferência eletromagnética. Deve-se dar preferência a sistemas com cabos de fibra ótica quando se deseja grandes distâncias ou velocidades de transmissão, podem ser encontrados com blindagem simples ou com blindagem par a par.


:arrow: O CABO UTP

    Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA com a norma 568 e são divididos em 5 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores, veja abaixo um resumo simplificado dos cabos UTP.

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CONECTOR RJ-45
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PINAGEM
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CONECTOR RJ-45 ( TOMADA ) PINAGEM
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CONECTOR RJ-45 MACHO PARA MONTAGEM
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CONECTOR RJ-45 MONTADO
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    A seqüência de cores na prática não é importante mas a norma EIA/TIA 568A determina:
    branco e verde, verde, branco e laranja, azul, branco e azul, laranja, branco e marrom, marrom.
    Essa seqüência deve ser usada pra ligar um computador a um hub. Se você quer ligar dois computadores diretamente deve ter o cuidado de inverter os fios 1 de um conector com o 3 do outro e o 2 de um com o 6 do outro.

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PADRÕES DE CONECTORIZAÇÃO

Conectorização T568A (Strainght Through) para 10BaseT e 100BaseT
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Conectorização T568B (Half Cross) para 10BaseT e 100BaseT
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Conectorização T568A (Strainght Through) para 1000BaseT (Gigabit Ethernet)
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Conectorização Cross Over (Cruzamento Total) T568A para 1000BaseT (Gigabit Ethernet)
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:arrow: INTERLIGANDO DOIS COMPUTADORES

    Para se interligar apenas dois computadores com cabo par trançado podemos executar a interligação do tipo Cross (cruzamento) que é feito conforme o mostrado na figura abaixo, se não existisse o cruzamento não seria possível a comunicação pois um PC tentaria enviar sinais para a porta de transmissão de sinal do outro PC e não para a porta de recepção.
    Vantagem : Neste tipo de conexão é a não necessidade de se investir em um HUB concentrador basta apenas obedecer os sinais obedecendo a inversão do pino 1 para 3 e 2 para 6.
    Desvantagem : Somente é possível interligar dois computadores.

Observação: Este tipo de interligação também é utilizada para se interligar HUB a HUB (cascatear) quando não tem ou não é utilizada a porta UpLink do HUB

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:arrow: INTERLIGANDO TRÊS OU MAIS COMPUTADORES

    Para se interligar três ou mais computadores com cabo par trançado é necessário um HUB interligando todas as máquinas, no mercado encontra-se Hubs de 4,8,16 e 32 portas, a ligação é conforme a figura abaixo obedecendo-se a trança do cabo ( ver fig.2):

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:arrow: MONTAGEM DO CABO DE REDE DE PAR TRANÇADO

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:arrow: HUBS

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    Hubs são dispositivos utilizados para conectar os equipamentos que compõem uma rede são chamados de dispositivos concentradores pois com o Hub, as conexões da rede fica todas em um só ponto, ficando cada equipamento com o seu cabo próprio sem interferência um com o outro.
    O gerenciamento da rede é favorecido e a solução de problemas facilitada, uma vez que o defeito fica isolado no segmento de rede. Cada hub pode receber vários micros, atualmente temos hub’s com 4,8,16 e 32 portas.
    Os HUBs necessitam apenas de ser alimentados para funcionar, não necessitas de software para que cumpram sua finalidade em uma rede, na verdade os PCs envolvidos na comunicação entre eles não reconhecem ou enxergam o HUB, devido a isto podemos desconectar qualquer PC de um HUB sem causar nenhum problema de funcionamento do sistema operacional, o que acontecerá será apenas que o PC deixara de se comunicar com a rede, e ao religarmos o cabo tudo se normalizará.

    Normalmente é indicado pelos fabricantes dos HUBs que a distancia entre o PC e HUB não seja maior que 100 metros, mas pode-se exceder esta distância para até 150 metros que normalmente não causará problema nenhum, lógico que deverá ser observados alguns fatores assim como:
    • As conexões sejam bem feitas.
    • O cabo par trançado seja de boa qualidade.
    • Não haja interferência eletromagnética (o cabo não pode trafegar junto ou próximo a fiação elétrica).
    • No lançamento do cabos ele nunca deve ser tracionado, pois perderá suas características elétricas.
      Podemos interligar vários Hubs (cascateamento), se por exemplo temos dois Hubs de oito portas e precisamos de interligar doze máquinas fazemos o seguinte.
    • Colocamos seis cabos em cada Hub e conectamos outro cabo interligando os dois Hubs, sendo que o comprimento do cabo de interligação não deve ser menor que 0,5 metros ou maior que cinco metros (especificação da maioria dos fabricantes)

    • Alguns Hubs já vem com uma porta especial (porta UpLink) está porta é igual as demais com a diferença de não ter os sinais de transmissão e recepção cruzados como as outras e uns tem até uma pequena chave ao lado da saída UpLink para se ativar ou desativar o cruzamento dos sinais mas se no seu HUB não houver a saída UpLink devemos confeccionar o cabo Cross-Over como o que usamos para interligar dois computadores.
    Na verdade é sempre bom obter informação no catálogo técnico do equipamento ou no site do fabricante para se evitar perda de tempo ou até perda do próprio equipamento.

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